Sou uma dor de cabeça. Um copo a transbordar tumultos. A personificação da angústia. Sou um parente próximo do caos. Uma fagulha de desespero. Um fragmento de cepticismo. Uma centelha à chuva. Engomo ilusões, dobro fantasias, vinco a realidade. Sou uma ideia solta perdida em nenhures. Uma definição presa algures. Uma qualquer longa pausa. Um movimento. Onde está o presente estou eu imóvel, estupefacto. Onde está o futuro estou eu vestido de ponto de interrogação. E no meu cérebro... descobri uma outra porta secreta minúscula.Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010
Sou... (parte II)
Sou uma dor de cabeça. Um copo a transbordar tumultos. A personificação da angústia. Sou um parente próximo do caos. Uma fagulha de desespero. Um fragmento de cepticismo. Uma centelha à chuva. Engomo ilusões, dobro fantasias, vinco a realidade. Sou uma ideia solta perdida em nenhures. Uma definição presa algures. Uma qualquer longa pausa. Um movimento. Onde está o presente estou eu imóvel, estupefacto. Onde está o futuro estou eu vestido de ponto de interrogação. E no meu cérebro... descobri uma outra porta secreta minúscula.
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9 comentários:
...e, acima de tudo, és. recusando o não ser nesta busca de portas por abrir (ainda que minúsculas).
(e um ponto de interrogação não é só por si sinal de movimento? não são as interrogações - mais que as respostas - a energia que nos move?)
**
... sempre gostei de pontos de interrogação assim como gosto de reticências...
... fica sempre algo pendente, não são estáticos, deixam adivinhar uma resposta, uma reacção...
... são quase que como a vida,uma expectativa constante de saber o que se segue... o que virá????
... somos tantas coisas e ao mesmo tempo não nos conhecemos por inteiro...
... temos, é bom ter, a capacidade de nos surpreendermos a nós próprios...
...
Dear C.:
Não sei não ser. Não me está no quadro de referências.
PauloG:
... o mais curioso é quando nos interrogamos e ficamos reticentes perante a constatação de certezas nunca vistas... Até a natureza das próprias certezas gera interrogações.
Belíssimo texto, recheado de palavras que brincam entre si. Gostei mesmo muito.
ui essa escrita...
Mag:
Obrigado pelas palavras simpáticas. Bem-vinda às palavras lacradas.
... e não é natural a insegurança perante "novas" certezas?
... e não é da natureza do homem questionar sempre, em busca de mais e mais conhecimento?
... é a forma de não ficarmos acomodados e amorfos... é sem duvida uma questão de Ser... de Existir...
Enfim... de VIVER...
:-D
PauloG:
"Navegamos por águas longe e pelo nevoeiro. A bordo do nosso navio fantasma SOMOS O QUE SOMOS e ao nosso redor apenas o chapinhar das águas misteriosamente calmas de encontro ao casco nos impressiona e informa. Acreditamos que jamais o homem será escravo enquanto houver um só Poeta, isolado e ignorado que seja, a reclamar a si mesmo a decisão ou indecisão magníficas".
Já dizia o António Maria Lisboa. E sim. De acordo.
Ola! é bom encontrar blog assim tão agradável, lindo . abraço...
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