Encontros imediatos em cruzamentos públicos são complexos de gerir. Aliás, já dizia o filósofo e psicólogo norte-americano William James que “quando duas pessoas se encontram há, na verdade, seis pessoas presentes: cada pessoa como se vê a si mesma, cada pessoa como a outra a vê e cada pessoa como realmente é”. Daí a complexidade natural, agravada pelo clima do inesperado.
Mas quando ocorrem nas esquinas da imaginação convertem-se em tortura. Pura. Em pura tortura. Não se sabe o que fazer com esta visão e somos soprados para o campo da indecisão. E, uma vez mais, são as palavras de William James que nos entram pelos olhos, estancando-nos o fôlego e amortalhando-nos o coração: “Quando precisas de tomar uma decisão e não a tomas, estás a tomar a decisão de nada fazer. E não existe ser humano mais infeliz do que aquele em que a única coisa habitual é a indecisão”.
Mas quando ocorrem nas esquinas da imaginação convertem-se em tortura. Pura. Em pura tortura. Não se sabe o que fazer com esta visão e somos soprados para o campo da indecisão. E, uma vez mais, são as palavras de William James que nos entram pelos olhos, estancando-nos o fôlego e amortalhando-nos o coração: “Quando precisas de tomar uma decisão e não a tomas, estás a tomar a decisão de nada fazer. E não existe ser humano mais infeliz do que aquele em que a única coisa habitual é a indecisão”.

8 comentários:
Então... decide-te. ;)
*
V.,
Sempre gostei muito da tua escrita. Transporta-me para outros mundos. Consola-me e "angustia-me" ao mesmo tempo.
Bjs
Raquel
"Aquele que se recusa a abraçar uma oportunidade única perde o prémio tão seguramente como se tivesse falhado."
... imediatamente me lembro das constantes indecisões...
... inesperadamente me encontro nas palavras de William James...
e... mais uma vez, a indecisão... de o (d)escrever aqui...
... é indubitavelmente pura tortura, como o descreves, que nos fecha no tal "labirinto existencial"... onde a imaginação, tantas vezes sinónimo de algo de bom, nos atormenta... tanto nos dá as soluções como nos leva a evitar a sua concretização...
Ginger: O meu problema é o oposto. Sou decidido demais. O que não quer dizer que não tenha dúvidas. Isto reporta-me sempre para esta afirmação do Karl Kraus: "O espírito fraco fica em dúvida antes de tomar uma decisão; o espírito forte, depois". Águas mornas e lume brando não são para mim.
Kel: A escrita serve mesmo para transportar para outros mundos. Por vezes consola, por vezes angustia, por vezes nada, por vezes ambos.
Qualquer encontro será sempre mais fácil se formos empurrados para o inesperado. De forma passiva. Como se isso nos libertasse de qualquer responsabilidade. Como se nos ilibasse de qualquer culpa do que daí possa vir.
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PauloG, e C.:
"Soltar, soltar a consciência e cumprir o desejo de um sonho sempre reprimido".
... de facto a solução é essa...
... é evidente para mim... o problema (o tormento) é saber, descobrir como o fazer...
... mas, e com muitas reticências por vezes, as tentativas vão-se sucedendo...
... nunca desistindo... nunca...
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